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domingo, 4 de julho de 2010

SONETOS ETERNOS


Prefácio

A Antologia "SONETOS ETERNOS" é uma obra-prima
literária, um encontro poético intergeracional, em que a intemporalidade
dos sentimentos e sensações são manejadas emversos
com engenho e individualíssimo sentir. Dezessete talentosos
autores edificaram esta antologia, e a história principiou assim:
O escritor Antonio Lycério Pompeo de Barros nasceu no
ano de 1922, alguns meses após a Semana daArteModerna, que
foi um marco no cenário artístico-intelectual brasileiro, coma proposta
da renovação literária e a retomadada consciência nacional.
Em Janeiro de 1927, Herculano Vieira (1891-1943), jornalista
e escritor, fundou a Empresa de Divulgação Literária –EDL,
que, durante cinco anos editou a “Feira Literária” – primeira coletânea
brasileira - que reuniu e publicou os jovens escritores da
época: Menotti Del Picchia, Cassiano Ricardo, Plínio Salgado,
Sud Menucci, Câmara Cascudo, Ribeiro Couto, Sá Barreto,
Aureliano Leite, Wellington Brandão, Galeão Coutinho e outros
notáveis.
Hilda Persiani, professora, assistente social e poetisa, nasceu
em 20 de janeiro de 1929, e foi nesse ano que a primeira fase
do movimento modernista,marcada pelos sentimentos e manifestos
nacionalistas, até de caráter anárquico, chegava ao fim, dando
lugar a um período mais ameno.
De 1930 até 1945, a segunda fase do modernismo, foi
construtiva, de cunho humanístico, e rica na produção poética,
com destaque ao lirismo e ao regionalismo, com Drummond, Manuel Bandeira,
Cecília Meirelles, Jorge de Lima, Murilo Mendes,
Vinícius de Moraes entre outros e que tão bem cultivaramo soneto
de estilo camoniano em pleno modernismo. Nesse período nasceram:
o escritor José Lopes, YosephYomshyshy (1943); e o
poeta e pesquisador Alci Santos Vivas Amado (1945) .
Foi, a partir de 45, coma transformação do cenário sócio político
brasileiro, que a literatura tornou-se intimista, introspectiva
e de carácter psicológico, quando despontou o poeta João Cabral
de Melo Neto. Nasceram: a poetisa Gena Maria (1946), em
Marília; e Edir Pina de Barros (1948), escritora e antropóloga,
atuante no campo dos direitos indígenas e quilombolas.
Na década de 50, surgiu a poesia concreta, porém a obsessão
pelo desenvolvimento dominou a literatura. O nacionalismo
deslocou-se da direita para as ideologias de esquerda. Nesses
anos nasceram: a psicóloga e poetisa Maria Emilia Pereira
(1951); no Estado de Minas Gerais, Irineu Baroni (1951), poeta
e repórter fotográfico; em São Paulo, José CarlosGueta (1953),
o “poeta do ABC”; e o médico e escritor Fabio Daflon (1954),
também oficial da reserva da Marinha do Brasil no posto de
Capitão-de-Mar-e-Guerra (MD).
No Brasil, os anos 60 foram marcados pela euforia política
e econômica, e a produção escrita não retomou apenas os temas
sociais, fragmentando a poesia em múltiplas poéticas, da poesia práxis
ao poema processo. Nesta década nasceu a escritora, filósofa
e professora universitária, Cristina Danois (1960) e Arão
Pereira da Costa Filho (1965), professor universitário e poeta.
Em Portugal, em meio a diversas tendências literárias, do neorealismo
ao realismo contraditório, passando pelo humanismo dramático,
nasceu a poetisa Fernanda Esteves (1960).

A partir de 1970, a literatura contemporânea explodiu em
uma profusão de grupos emovimentos poéticos, uma pluralidade
de tendências e estilos. Desenvolveram-se novas técnicas de narrativa
e trabalho linguístico, porém a consagrada estrutura do soneto
foi preservada e praticada por muitos autores. Nesta época
nasceu Silvio César Prestes Prado (1975), diretor escolar, professor
e poeta.
Na década de 80, a retomada do processo de redemocratização
influenciou a criação literária, que buscou novos caminhos
de expressão, acompanhando as transformações ocorridas,
tanto sociais, como tecnológicas. A multiplicidade de estilos, originalidade
e nova dicção caracterizam a literatura contemporânea,
que continua a cultivar o soneto como forma poética. Nesta década
nasceram Túlio Rodrigues (1984) e Bruno Bossolan (1988) -
dois jovens estudantes e talentosos poetas, sonetistas, que completam esta
belíssima e rica produção literária.

Denise Barros e Cristina Danois
Revisão: Jussára C. Godinho *


*

2 comentários:

  1. Parabens pela sua poesia em Sonetos Eternos...

    ResponderExcluir
  2. Obrigado Irineu Baroni, pelas palavras de incentivo.
    Um forte abraço!

    ResponderExcluir

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